* Quem lê Pensamentos...

quinta-feira, fevereiro 10

** Sentimentos...

* Sentimentos...

Bem, já fazem alguns bons dias que não posto nada neste espaço, e mais tempo ainda que não posto nada que eu tenha escrito.

Sem saber muito como colocar as palavras, hoje resolvi escrever um pouquinho sobre sentimentos... aqueles que de alguma forma, estão sempre ali, dividindo espaços dentro de nós.
Nestes últimos quase doze meses, tenho experimentado vários sentimentos, bons, ótimos, ruins e muito ruins, mas todos, sempre, fizeram com certeza que eu crescesse, me tornasse alguém melhor.
Em 7 de Abril deste ano, fará um ano que cheguei à Portugal. Lembro que neste dia, meu coração estava repleto de muitos sentimentos diferentes... tristeza e solidão, por ter deixado no Brasil, quatro pessoinhas que significavam, tudo para mim, mas que eu tinha plena consciência, tinha magoado demais e não sabia se em algum momento, conseguiríamos nos perdoar.

Angústia e medos, por não saber com certeza se quem vinha encontrar, era real ou simplesmente uma construção de sonhos e desejos de possível felicidade.
Esperança em conseguir encontrar aqui, uma Elke que eu já não enxergava mais, para lado algum que olhasse, e que no fundo nem eu acreditava conseguir reconstruir.
Mantidos a tristeza e a solidão, foi com alívio e até alegria que vi ali, à minha espera, uma pessoa real, e não sonhos ou fantasias, de braços abertos e sorriso aberto esperando por mim. Braços que me acolheram desde o primeiro momento, com a mesma doçura, carinho e amor, com que já me haviam acolhido com o olhar durante meses anteriores à minha vinda.

Meses foram se passando, e junto com eles, redescobertas de mim mesma, alegrias, momentos de felicidade plena, a construção de um amor sólido, que se oficializou em 10 de Setembro de 2010, quando Jorge e eu dissemos sim, e é claro de imensas saudades e tristeza também.... pois meu coração estava em grande parte muito longe daqui, e a cada momento destes, o desejo de ter meus filhos aqui, ao meu lado, fazia com que uma lágrima escorresse no canto dos olhos.
Assim, convivendo com a saudade, meses se passaram e depois de nove longos meses, pude retornar, mesmo que por poucos dias, ao Brasil, e ter juntinho de mim, o cheirinho, carinho, afecto, calor e amor dos meus pimpolhos: Pri, Ale, Téia e Gú.

Há quem diga que filhos não são nossos, são do mundo. Até pode ser que nós os criemos para o mundo, mas com toda a certeza, de quem gerou, cuidou e amou cada ser que ajudou a nascer, sabe e sente dentro de si e de seu coração, que filhos são nossos sim, nossos de alma e coração.
É uma ligação que vai além de tudo, e que nem a distância, tempo, espaço, nem mágoas, dores, podem diminuir aquele sentimento único, incondicional que temos por nossos eternos bebes.
Foram dias lindos... onde cuidamos um dos outros,dividimos um pouquinhos de nossas vidas entre nós, rimos, brincamos, choramos e até nos arriscamos a fazer planos para quem sabe...um amanhã.
Hoje já tenho, unidos aos meus filhotes, filhos emprestados... genros queridos que fazem parte de cada uma das minhas meninas, como junto à mim, tenho o Jorge,e que todos, formamos uma família,e aos poucos aprendemos a reafirmar laços e afectos.
Saudades? Esse com certeza será um sentimento que sempre terei junto à mim, seja para que lado eu vá... pois estando aqui, meus filhos estão lá, e a saudade é imensa e multiplicada por quatro, estando lá... sinto imensas saudades de meu marido aqui.

Mas vá lá... usa-se as saudades para construir novas possibilidades de estarmos perto o mais rápido possível, e quando a tristeza insistir em chegar, lembro dos momentos lindos que passamos e coloco em meu coração a certeza de que hoje é menos um dia para poder rever aqueles de quem sinto tantas saudades e que amo tanto... imensamente, de alma e coração.


Elke Franzeck.

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