* Quem lê Pensamentos...

terça-feira, maio 5

Oração para mim mesma...

Olha só...

Que eu me permita olhar,escutar e sonhar mais

Falar menos,

Chorar menos,

Ver nos olhos de quem me vê a admiração que eles me tem e, acreditar que ela exista.

Permitir sempre escutar aquilo que eu não tenho me permitido escutar.

Saber realizar os sonhos que nascem em mim e por mim e que comigo morrem por eu não os conhecer...

Então,que eu possa viver os sonhos possíveis e também os impossíveis;

Aqueles que morrem e ressuscitam:

A cada novo fruto,

A cada nova flor,

A cada novo calor,

A cada nova geada,

A cada novo dia.

Que eu possa sonhar o ar,

Sonhar o mar,

Sonhar o amar,

Sonhar o amalgamar.

Que eu possa substituir minhas palavras pelo toque,pelo sentir,pelo compreender,pelo segredo das coisas mais raras,pela oração mental,aquela que a alma cria e que só ela responde.

Que eu saiba reproduzir na alma a imagem da natureza que entra pelos meus olhos,fazendo-me parte suprema da natureza,criando-me e recriando-me a cada instante...

Que eu possa chorar ,menos de tristeza e mais de contentamentos...

Que meu choro não seja em vão, que em vão não sejam as minhas dúvidas.

Que eu saiba perder meus caminhos, mas que eu saiba recuperar meus destinos com dignidade...

Que eu não tenha medo de nada, principalmente de mim mesma.Que eu não tenha,medo dos meus medos.

Que eu adormeça cada vez que for derramar lágrimas inúteis e desperte com o coração cheio de esperanças...

Que eu faça de mim uma mulher serena dentro da minha própria turbulência, sábia dentro dos meus limites pequenos e inexatos, humilde diante de minhas grandezas tolas e ingênuas.

Que eu me permita SER MÃE, ser pai e se for preciso,ser órfã.

Permita-me ensinar o pouco que sei, e aprender o muito que não sei, traduzir o que os mestres ensinaram e compreender a alegria com que os simples traduzem as suas experiências.

Respeitar incondicionalmente o ser, o ser por si só, por mais nada que possa ter além de sua essência,

Auxiliar a solidão de quem chegou, render-me ao motivo de quem partiu e aceitar a saudade de quem ficou.

Que eu possa, amar e ser amada...

Que eu possa amar, mesmo sem ser amada, fazer gentilezas quando recebo carinho; fazer carinhos mesmo sem receber gentilezas.

E... que jamais eu fique só, mesmo quando eu me queira só!


(Oswaldo A. Begiato)

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